“As mídias sociais são como um avião: transporta você e também joga bombas”, diz Pondé

Para encerrar o primeiro dia do seminário “História da Justiça e Museus Judiciários”, na Sala de Sessões Ministro Teori Zavascki, no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), em Florianópolis, o filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé palestrou sob o tema: O impacto das mídias sociais na política e no comportamento. Ele destacou os pontos positivos e negativos das redes sociais e como elas transformaram o cotidiano da população. Nesta sexta-feira (6/9), a partir das 9h, o evento tem mais nove conferencistas, dos 16 que participam do evento.

Pondé fez um diagnóstico de um processo em curso que ninguém sabe onde vai dar. Na opinião do filósofo e escritor, quem discute política tem o objetivo de transformar o outro e, não, crescer com o debate. “Na política, o fenômeno mais claro é a polarização. Se não fosse as redes sociais não haveria uma polarização tão clara. Porque as mídias sociais colocaram as pessoas em contato entre elas. E elas descobriram que havia outras pessoas com a mesmas ideias absurdas e, assim, se reuniram em grupos. E como os seres humanos sempre gostaram de se odiar­­, as redes sociais possibilitaram essa situação”, disse o palestrante.

A vida dos brasileiros também mudou positivamente com as mídias sociais, segundo o filósofo e escritor, apesar do aumento da ansiedade, principalmente entre os jovens, em busca dos “likes”. A possibilidade de consultar e pesquisar conteúdos até então pouco acessíveis foi uma das maiores vantagens. Apesar disso, de acordo com Pondé, os buscadores de Internet comprovam que os homens e mulheres continuam com o comportamento da era paleolítica.

“No comportamento, as mídias sociais provocaram o crescimento da ansiedade, nos mais jovens em sua maioria, por conta da expectativa de retorno nas redes. Agora, as mídias sociais ampliaram a acessibilidade de conhecimento numa forma que seria impossível de imaginar no interesse da filosofia por grande parte da população, porque todo mundo vê vídeos, compartilha e discute. As mídias sociais são como um avião, da mesma maneira que transporta você, ela também joga bomba”, destacou Pondé. Promovido em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o evento tem como meta o intercâmbio de experiências entre museus e centros de memória ligados à Justiça.

Imagens: Caco Álber
Conteúdo: Assessoria de Imprensa/NCI
Responsável: Ângelo Medeiros – Reg. Prof.: SC00445(JP)

 

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